Nem sempre te amei. Da primeira vez em que te vi, em 2001, só te quis. Quis aquele homem desapegado do mundo ao redor, perdido em si mesmo, que parecia emocionado ao se lembrar do passado. Com mil pessoas à sua volta, você parecia não temer sua fragilidade melancólica. Eu desejei ser alguém na vida daquele homem. E, com 22 aninhos, desejei também me deitar com você.
Estamos em 2013, e eu te amo de uma profundidade abismal. Na última semana meu desejo por você alcançou as raias da loucura. Já fiz de tudo para ordenar meus instintos. E, como ocorre com as feras, a besta enjaulada que eu sou se acalma um pouco com música. É por isso que, for your eyes only, vou construir esse blog tentando lembrar das músicas que me faziam rir ou chorar, enquanto eu não tinha (tenho?) você.
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