Então a saga começa. Começa assim: eu estou pensando em você. De repente, não mais que de repente, estou pensando em você. Pensando em algo que você disse pra mim e que poderia ser interpretado como um sinal de bem querer, ou apenas de querer. Me pego, na distração, pensando nas suas mãos e no tom da sua voz. Começo aos poucos a criar fantasias elaboradas de como ficaríamos juntos. Naquela época eu andava costumeiramente de moral elevada, me achava atraente por alguma razão. Então eu esperava o bote, que viria certamente. Mas pensava também que poderia nunca vir: nossas vidas eram (são) complicadas.
Nada impedia, no entanto, que, aqui e ali, eu pensasse em você. Não era sempre, mas sua memória me fazia companhia. Era a lembrança de algo acalentador e forte. Pensar em você me aconchegava. Era bom saber que existia alguém como você no mundo. E eu sempre, sempre, me sentia bem com você. E tudo isso continua sendo assim. Eu nunca mais te esqueci, nem por um só momento, embora tenham havido desvios no caminho
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
Com você me sinto bem
Estou pensando em você
Pensando em nunca mais te esquecer
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